Squirting: orgasmo explosivo, mito ou ciência do prazer feminino?

O universo da sexualidade feminina continua envolto em mistério, desejo e curiosidade.

Um dos fenómenos mais debatidos dos últimos anos é o squirting, frequentemente descrito como um orgasmo intenso acompanhado pela libertação de líquido. Mas afinal, trata-se de um verdadeiro clímax feminino, de um fenómeno fisiológico específico ou apenas de um mito alimentado pela cultura erótica?

Neste artigo exploramos o squirting entre a ciência, a história e a experiência íntima, com uma abordagem clara, informativa e sem tabus.

O que é o squirting?

squirting é a libertação de fluido através da uretra feminina durante momentos de elevada excitação sexual ou orgasmo. Apesar de muitas vezes ser confundido com a chamada “ejaculação feminina”, nem todas as mulheres o experienciam e isso é absolutamente normal.

Estudos científicos indicam que o fluido libertado pode ter origem nas glândulas de Skene (também conhecidas como glândulas parauretrais), estruturas localizadas junto à uretra, frequentemente comparadas à próstata masculina.

Squirting ao longo da história e da cultura

Muito antes de ser tema recorrente na pornografia ou nos media, o squirting já despertava interesse em civilizações antigas:

•Na Grécia e Roma Antigas, acreditava-se que este fluido estava associado à fertilidade feminina.

•Textos taoístas chineses falavam da libertação de energia sexual feminina como sinal de equilíbrio corporal.

•O Kama Sutra, na Índia antiga, descrevia estados de prazer feminino profundo que hoje muitos associam ao squirting.

Atualmente, o fenómeno ganhou visibilidade e tornou-se símbolo de prazer intenso, embora continue envolto em desinformação.

Squirting é urina ou prazer sexual?

Esta é, sem dúvida, a questão mais polémica.

Investigação científica demonstra que o líquido libertado durante o squirting pode conter traços de urina, mas também substâncias específicas associadas à excitação sexual, como o antigénio prostático específico (PSA). Ou seja, não se trata simplesmente de urinar, mas sim de um fenómeno complexo que envolve diferentes mecanismos fisiológicos.

A ciência aponta para uma mistura única, resultado da estimulação intensa e da resposta do corpo feminino ao prazer.

Algumas mulheres fingem squirting?

Em certos contextos, sim tal como acontece com o orgasmo em geral. Algumas mulheres podem simular o squirting por pressão social, expectativas do parceiro ou influência da pornografia.

No entanto, isso não invalida a autenticidade do fenómeno nem diminui a diversidade da sexualidade feminina. Cada mulher vive o prazer de forma distinta e não existe um “modelo correto” de excitação ou orgasmo.

É possível todas as mulheres terem squirting?

Nem todas as mulheres experienciam squirting e isso não significa menor prazer ou menor intensidade sexual. Ainda assim, algumas investigações sugerem que, com:

estímulo adequado, relaxamento, comunicação aberta e exploração do corpo, algumas mulheres podem vir a descobrir esta resposta sexual ao longo da vida.

Como estimular o squirting?

A estimulação do chamado ponto G, localizado na parede anterior da vagina, é frequentemente associada ao squirting. No entanto, mais importante do que técnicas é:

confiança, ausência de julgamento, e entrega ao momento.

O prazer feminino nasce tanto do corpo como da mente.

Perguntas frequentes sobre squirting

O squirting é real?

Sim, é um fenómeno real, reconhecido e estudado pela ciência.

O líquido libertado é urina?

Pode conter vestígios de urina, mas também substâncias específicas ligadas à excitação sexual.

Squirting é sinal de orgasmo mais intenso?

Nem sempre. Algumas mulheres têm orgasmos intensos sem squirting e outras libertam fluido sem atingir o clímax.

É obrigatório gostar ou querer squirting?

Não. O prazer não tem regras nem obrigações.

Conclusão

squirting continua a ser um dos temas mais fascinantes da sexualidade feminina, situado entre a ciência, o mistério e o prazer. Abordá-lo com informação, respeito e mente aberta permite desmistificar preconceitos e valorizar a diversidade do desejo feminino.

Num universo onde o luxo também passa pela experiência, compreender o corpo e o prazer é uma forma elevada de intimidade

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